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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Marcas pelo mundo

E nessa de achar que não têm o que falar a gente vai deixando tantas coisas que poderiam ser faladas, contadas, compartilhadas.
Fiquei me perguntando: será que é interessante? Será que acrescenta?
Então percebi que a verdade daquele momento era: será que estou agradando?
O ato de escrever não necessariamente é para o outro, mas uma forma de reorganizar as próprias idéias. Então se preciso reorganizar as minhas idéias, por que é tão importante a opinião do outro?
Sim, me percebi me importando e a questão deixou de ser, não se importa ou não, mas a intensidade dessa importância, o tamanho que não se pode medir.
Resolvi voltar, porque dar importância ao meu "organizar" ao meu "importar" é de fato o que me move agora.
Dar as mãos para mim e para os que amam andar comigo, entender que não dá para me sentir interessante o tempo todo e mesmo assim seguir.
A auto estima tem dessas coisas, altos e baixos...mas o mundo vai girar, comigo ou sem mim, a vida vai acontecer, com ou sem você. Então,organize suas idéias no papel e compartilhe.
Deixe sua marca pelo mundo ou pelo menos no mundo dos que se aproximam!

Renata Gomes

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Nossa geração toda enlouqueceu

Estava conversando com meu sobrinho sobre a minha geração. Eu nasci em 1977.
Nossa geração tá retrocedendo tudo o que nossos pais e avós loucamente conquistaram. Tem corrido aos saltos em direção a um abismo de intransigência, intolerância, violência e injustiça.
Tudo isso é verdade. Mas...
O que vou dizer agora não justifica nada, mas explica. Acredito que nunca, na história da humanidade, houve uma geração mais exigida do que a nossa, em termos de adaptação.
Somos a geração da independência: quando nascemos, as teorias de educação diziam aos nossos pais que eles deveriam estimular as crianças a serem independentes desde muito cedo. Nosso universo emocional foi todo construído nessa linha. Quando éramos crianças, quem tinha um telefone em casa era rico. Brincamos em ruas sem asfalto. TV demorou pra chegar na nossa infância, era uma TV preto-e-branco com um seletor de canais circular, que girava, e que quando a gente desligava, ele ficava com um ponto prateado no meio da tela até esfriar. Não se podia ficar o dia inteiro vendo desenho, porque eletricidade também era caro e não tinha o tempo todo.
Um dia, nos disseram que chegaria um dia em que cada pessoa teria o seu próprio telefone. E nós gargalhamos. Para que raios teríamos necessidade de um telefone para cada um?
E o espanto que foi quando apareceu o BIP? Aquele aparelhinho que escrevia e passava recados?
Outro dia tentei explicar pros meus alunos que o termo "caiu a ficha" vem de uns orelhões antigos que funcionavam com uma ficha que nós colocávamos na parte de cima do aparelho, e a ligação só completava quando a ficha descia.
Depois nos assombramos com a Internet discada, responsável por muito quebra pau de família: seu irmão queria usar o telefone enquanto você conhecia as salas de bate-papo, mas você precisava fechar  tudo pra ele poder usar o telefone...
Nascemos num mundo, crescemos em outro, vivemos agora em outro...
Nossa geração não conheceu a permanência. Somos líquidos.
Eu acho que muitos de nós sonham com o mundo familiar dos nossos avós... Onde tudo era certo, conhecido, permanente...
Então eu pedi a meu sobrinho... que a geração dele consiga nos salvar de nós mesmos, seres tão infantis e inseguros...

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Ano novo de novo!

Já estou uma semana atrasada nos textos, eu sei!
Mas era, mesmo, tempo de repensar, de reavaliar, de esquecer, de relembrar e de criar coragem para seguir em frente.
Foi assim que 2018 chegou. 
Me dei ao luxo de criar metas para esse ano. Sem pressão, só deixando fluir a coisa em mim.
Comecei amando mais de perto quem esta comigo, entrega à família. 
Foi essencial resgatar um pouco desse amor, e assim me perceber uma pessoa não solitária. E que bom ter amor aqui em volta.
Então que seja.
Que se abra o novo, que seja momento de colher o plantio. que derramemos mais amor e verdade por onde passamos.
Que seja e que que seja doce!


Beijos azuis,

Por Mariah Alcântara.
Para saber mais clica aqui!!

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Começa assim

Sentada, sentindo a água que encontrava meus pés. Em silêncio, vendo de longe meus primos brincando, olhando um céu com nuvens brancas espalhadas naquele azul que faz meu coração se encher de leveza. Tantas lembranças me vieram ali.
A primeira vez que eu vi o mar, que encantada eu sentia as ondas bater no meu corpo, seu gosto salgado. Sim, é salgado e ninguém havia me dito, rs. Brincando com meus primos, vendo as gotas no ar voltando a sua origem. Hoje brincamos assim ainda e encanta ver as gotas de água no ar.
Ele que foi cenário de tantas cenas felizes, testemunha de tantos momentos de amor, fraterno ou romântico, estava ali mais uma vez e como mágica, revitalizando a minha energia. Me auxiliando nesse processo contínuo de equilibrio. Me ajundando a rir, me permitindo chorar.
Assim começou um novo ano.
Primeiro dia do ano têm uma energia inexplicavel, talvez porque depois de ver as queimas de fogos, depois dos pratos deliciosos que deixamos para fazer e/ou comer apenas nessa época, rever pessoas queridas ou perder pessoas queridas me deixe mais pensativa, mais introspectiva.
Pular as sete ondas é uma tradição que carrego ha anos e além de ser um momento para os novos pedidos é também um momento de agradecer.
"Agradecer faz parte da oração"
Agradecer por tudo que foi, pelo crescimento que aconteceu e acontece.
Momentos ruins acontecem sim, momentos bons também e fui mediando...tentando me manter lúcida, orientada em tempo e espaço, rs. Consegui! Não foi 2017 que me enlouqueceu e espero manter a minha saúde mental pelo menos pelo resto da minha vida.
Fazendo um levantamento, ganhei mais do que perdi, mas a perda que tive é irreparável.
Enterrar amigo-irmão foi a pior dor de 2017. " Ele se orgulhava muito de você "Ele te amava muito" "Vocé é a Renata! Conhecia você pelas fotos que ele mostrava dizendo: Você precisa conhecer a Renata minha melhor amiga". Ouvi tantas coisas sobre nosso reencontro nessa terra aquele dia e o que mais me conforta o coração é saber que sim, dissemos um para o outro, sim, nos demos as mãos ou brigamos todas as vezes que foi necessário. O amo e ele me ama e isso nos une para sempre.
Despedidas assim me faz repensar, me olhar e me fez então perceber que não da tempo. Não da tempo para pensar em ser feliz, o momento é agora. Não dá tempo esperar a paz chegar, o momento é agora. Não dá tempo para esperar ser adulto, quando me percebi já estava assim.
Em meio essa tristeza me decidi, peguei meus sonhos, minhas dores, minhas coisas e mudei para onde teria um pouco de paz. Até descobrir que na verdade essa paz está dentro de mim e o lugar onde moro me dá apenas manutenção para mantê la.
Casa nova, mesmo emprego, muitos sonhos e uma esperança de realizações.
Entendi que muito mais que palavras são ações e assim deixei ir a esperança dos sentimentos da adolescencia e quero viver o hoje.
"Você não está atrasada ou adiantada, você está exatamente onde deveria, para o seu tempo de evolução" uma pessoa linda e doce me disse isso, que me faz refletir até hoje.
Sem metas mirabolantes ou quase impossíveis, sem a ilusão daquele amor antigo ou de perder os 18 kg que ganhei nesses anos. Assim começou 2018 com uma meta em especial: Dar importância a o que é real e ainda n ão se tornou realidade!

Por: Renata Gomes

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Feliz 2018!!!!!!

Oi, gente!

Algumas de nós estiveram um pouco ausentes nesse espaço. Eu inclusive.
Daí que fim de ano é sempre tempo de pensar sobre a própria vida, repensar atitudes e valores... E começo de ano é sempre tempo de tentar retomar aquilo que nos fala ao coração, aquilo que consideramos importantes.
Fim de ano, por exemplo, eu voltei pra casa, meu bonde, minhas amigas que são minha fortaleza e meu eixo. No coração cabe sim espaço pra novas e importantes relações e amores. Mas elas... são outras versões de mim, são quem me faz repensar tanta coisa, reconstruir tantos conceitos... Um ano depois, nossa verdade continua sendo essa aqui, como pode ser vista nesse vídeo delicinha...
Melhor jeito de começar o ano: resgatando o que a gente sabe que é importante.
E você? Que tal aproveitar o início desse ciclo pra resgatar o que você considera essencial?
Grande Abraço!
Thais

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Fiquei devendo

Fiquei devendo meu planner para o desafio 333, mas a vida, vez ou outra, toma uma velocidade imensa no seu modo de acontecer e a gente acaba se atropelando.
Mas promessa feita precisa ser cumprida.O meu planner, do armário capsula veio daqui!
Vou dizer como me organizei item a item:
- O que eu quero?
Praticidade
Organização
Reconhecer meu estilo
Consumo consciente e tratar minha relação com o consumo.
- O que eu faço? (minhas atividades)
Basicamente vou de casa para o trabalho e quero voltar aos exercícios.
Minha piramide ficou:
Topo - Trabalho
Meio - visitar amigos
Baixo - Exercicios
- Marcas que eu gosto:
Não adicionei nada, por que sempre priorizo conforto e acho muito coisa boa sem marcas famosas.
- Estilo que me identifico:




- O que não pode faltar:
Vestidos
Jeans
Saias
Blusas de alcinhas.
- Palheta de cores:
TODAS
- Listas de compras e trocas:
Não fiz, não há nada para comprar agora. Trocar talvez, mas não procurei.
- Lista de peças:
Coloquei no ultimo post. Mas fiz umas trocas:
- 12 blusas
- 4 saias
- 6 vestidos
- 4 calças (2 jeans e 1 social)
- 3 bermudas
- 4 pares de sapatos (2 scarpins e 2 sapatilhas)


- Impressões pós experiencia:
Fica para um post em breve!

Taí minha organização para o desafio. Sobre esse assunto volto a falar mais adiante, com coisas mais inteiras pra dizer.
Semana que vem voltamos á programação normal. 

Beijos Azuis.

Por Mariah Alcântara.
Para saber mais clica aqui!!

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

#minimalismo #destralhe #desafio #projeto333 #planner #leveza

Mariah a chata do minimalismo. Sou eu!!
E nas segundas-feiras ainda estou dividindo com vocês essa aventura que tem sido me reencontrar  como pessoa e me rever em questões de consumo, tomar ações que entrem em sintonia com os cuidados que eu prego em relação a um modo de vida que seja harmonioso entre discurso e ação.
Tem sido um momento de autoconhecimento. Nunca fui o tipo de pessoa que consegue meditar, mas tem sido uma contemplação viver esse momento de descoberta do simples. Por ironia ou não, em 99% dos meus textos, sejam eles de qualquer categoria, eu falo do simples, da riqueza do simples, da grandeza do simples, da leveza do simples.
Então bora lá falar, não de tekpix; mas de Projeto 333!
Esse projeto é um desafio criado pela Courtney Carver e ao meu ver, ele é a forma mais didática de você entender sua relação com a sua roupa e com o seu consumo. Eu sei que ainda estamos falando sobre roupas, destralhe de roupas, roupas e roupas e roupas e um estilo de vida real não esta baseado apenas nisso. Mas, se você parar para  pensar com honestidade, vai observar que a relação que temos com nossas roupas são um reflexo de como olhamos mundo, de nos enxergarmos como pessoas e de como queremos ser vistos Nossa sociedade é capitalista e somos educados para consumir, consumir, consumir. Perdemos o limite e entramos no modo automático de comprar tudo o que vemos pela frente, nos entupimos de coisas para saciar uma necessidade que sequer sabemos do que é.
Por isso, eu aceitei a ideia do desafio. Eu já disse que uma grande referência, para mim, foi a Luana Burigo do canal Simplease. Lá eu tirei mil duvidas e entendi os conceitos que tanto me assustavam, e lá, também, ouvi falar da Viviane Torquato, do armário cápsula e do planner que ela criou para que tudo isso faça mais sentido.
Bora falar disso?!
O projeto 333 consiste na escolha de 33 peças do seu guarda roupa, inclusos sapatos e acessórios, para usar durante 3 meses; apenas essas peças! O resto fica guardado longe dos olhos, mas pode deixar perto do coração. Nada é obrigatório, pois a ideia é que seja uma referência para que (digo novamente), você entenda qual sua relação com essa coisa toda. Pode fazer troca, pode mudar de ideia, pode escolher mais peças, menos peças... O que não entra nas 33: roupas de ginástica, lingeries, roupas de usar em casa e roupas de dormir.
Eu amei a ideia!
Com esse projeto exercitamos nossa forma de nos ver, nossa criatividade, pois as combinações deverão ser variadas e nossa real necessidade de comprar tanto. Eu baixei o planner da Viviane, o que me deu um norte para seguir adiante (mostro no próximo texto), e separei minha primeira capsula.
Eu já tinha reduzido meu guarda-roupa a 30% do seu total. Fiquei com o que eu gosto, realmente uso e fico confortável. E para minha primeira capsula, eu escolhi:
- 14 blusas
- 3 saias
- 5 vestidos
- 3 calças (2 jeans e 1 social)
- 3 bermudas
- 4 pares de sapatos (2 scarpins e 2 sapatilhas)
O que não coloquei: acessórios (uso sempre os mesmos), e 3 cardigans que uso somente no trabalho, como um uniforme. Meu desafio vai de novembro/17 a fevereiro/18. Será que eu consigo??
No próximo texto vou mostrar meu planner, meus objetivos e falar mais sobre como tem sido minha vida levando dessa forma onde, realmente, o menos é mais.

Beijos Azuis.

Por Mariah Alcântara.
Para saber mais clica aqui!!