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domingo, 21 de maio de 2017

Estou me aquecendo de novo



Estou me aquecendo de novo. Minha alegria está voltando de dentro para fora
Tão sonhada e tão desejada é essa alegria. Acredito que, de fato, ela vem de dentro para fora. Mas você poderá dizer que não, que ela pode transbordar, por exemplo, ao ver um sorriso de uma pessoa que você gosta muito. E o que seria esse sorriso para você se sua alma já não estiver preparada para recebê-lo?! Então sim, essa alegria sai de dentro para fora.
E quando sua alma não consegue sentir essa alegria? Se para todo lugar que você olha essa tão sonhada, tão desejada alegria não transborda? O que podemos fazer?
Não dá para emanar simplesmente o amor, assim como não dá para emanar a alegria sem ter uma razão para senti-la.
Fica vazio. Vazio.
Endurecido
Enfurecido
É raivoso
TRISTEZA
Não obstante vem à tristeza te desperta para a vida. Mesmo triste é possível ver beleza? Ver um sorriso? Ver o amor?
 É preciso galgar devagarinho para não perder o que de melhor se emana na alma. É passo, no compasso, no metrônomo, tum tum tum, no pulsar, no dedilhar, no tilintar. Com calma.
Devagar
Calma
A alma se refaz e então a alegria volta de dentro para fora.

Regis Pinheiro, 20/04/2017
Acima de todos os gêneros, de sentimentos fluídos, apaixonada, de par com a mulher mais incrível do mundo e acreditando que vale a pena ser o que é.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

O que tem sentido? Que sentido tem?


















Ameaçador,
ameaça a dor,
ameaça à dor?
Perdedor,
perde a dor,
perde à dor!
Ganhador,
ganha dor,
ganha a dor.
Retificador,
retifica dor,
retifica a dor.
A dor ... há! ... dor.
O que tem sentido?
Que sentido tem?
Próprio?
Visão, 
audição, 
tato, 
paladar?
Figurado?
Vida é ida, escolha o lhe aquece a alma, a alegria vem de dentro para fora.
Pois já dizia uma antiga filosofia, "Isto também passará!"

_Keila Almeida_














sexta-feira, 5 de maio de 2017

Eu queria ... eu quero ... mais ... mas,


"Até que você torne o inconsciente em consciente, aquele irá direcionar a sua vida e você irá chamá-lo de destino." (Carl Jung)


Eu queria ter um corpo sarado, mas sabe eu amo experimentar diversas culinárias.
Eu queria ver o amanhecer, comprar pão quentinho de manhã tomar um café quente depois pegar uma trilha, mas eu amo filmes e séries, nunca durmo antes das três até vejo o amanhecer e nada mais antes de brilharem as estrelas.
Eu queria, aprender Inglês, Alemão e Francês , linguagens de programação, Hipnose e surf, mas nada disso tem nada haver eu tenho trinta anos, amo conversar com as pessoas, musica e uma boa reunião para beber com amigos.
Eu queria Morar em Bruxelas, eu queria viver no Brasil, ou passar um tempo no Canadá, mas eu tenho um trabalho, alguns semestres de faculdade e uma vontade imensa de que tudo de certo.
E falando em tudo da certo, o que seria.
São tantos eu queria e outros tantos mas.
São direito e deveres,
Necessidade e quereres.
Batalhas intermináveis de sobrevivência.
E como já dizia Belchior, "Não quero o que a cabeça pensa, quero o que a alma deseja",
...

Mas é seguro sonhar, inconscientemente realizar o que conscientemente a cabeça nega.
...

"Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta." (Carl Jung)


_Keila Almeida_

quarta-feira, 3 de maio de 2017

“Não quero o que a cabeça pensa, quero o que a alma deseja” (Belchior)


Sabe aquele plano que elaboramos noites a fio para dar tudo certo? Bem, felizes somos quando percebemos que ele existe para ser subvertido.

Soluções para sermos bem-sucedidos em sociedade estão a mão: tenha isso, faça aquilo, mire-se nas aparências que estão em voga, repita discursos sedimentados. E a roupa exclusiva da C&A que foi produzida aos milhares lotam as araras de lojas que aguardam milhares de compradores, sem exclusividade nenhuma.

Saio de casa todos os dias, bem cedo, para ir trabalhar. Quando já estou no meio do caminho, minha alma olha para o céu. Sim, eu ainda consigo sentir como o nascer do sol é bonito!

Esse poderia ser um dia diferente dos outros. Em vez de deixar o nascer o sol passar, eu poderia ir com ele. Daria meia volta, buscaria meu filho na escola e passaríamos a tarde no parque. Ora deitados na grama, ora caminhando devagar. Depois acharíamos um lugar bacana para tomar outro café da manhã, mas um mais gostoso, daqueles quentinhos, com gosto de padaria.

Sim, desta vez eu poderia...


Cris Couto, 03/05/2017

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Viver é ... as vezes não dou conta.

Hoje acordei e deparei com varias feridas, cortes e roxos espalhados pelo corpo.
Olhei fixamente no espelho e eles estavam la.
Ainda assim eu tomei minha xícara de café peguei a mochila por que já era 08:30, mas um dia que chegaria mais tarde ao trabalho e queria muito terminar o dia mais cedo.
Todas as marcas foram, comigo e não ninguém as via.
Não usei maquiagem para cobrir, tão pouco é pelo tom preto da minha pele.
É por que hoje  percebi  minha alma toda dilacerada, como se visse meu corpo refletido no espelho após, alguns anos de tortura.
A tortura chamada viver!
Todo dia carrego o peso do que tenho que ser e do que eu não deveria ser.
De ter que usar rótulos enquanto não preciso deles, pois são poucos para mim.
E quando se trata de viver, vem o risco em não viver, é um processo natural temos prazo de validade, mas sabe quando é assim de repente e por vontade de outrem.
Todo dia é um dia a menos se for pensar cronologicamente, mas em tratando de ser mulher, negra, homossexual e possuir deficiência (pois é - rótulos) todo dia é um dia a mais, de dar graças por estar viva.
Para no dia seguinte acordar com aquela alegria de querer mergulhar no mundo como se mergulha no mar.
E aquela incerteza de voltar, de que desastres a esperam por que "ali não é seu lugar".
Tem dias que é de mais, muitas ondas a driblar o folego falta o corpo cansa.
Simplesmente eu não dou conta.

_Keila Almeida_

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Eu não dou conta...

Hoje eu parei para olhar ao meu redor.
Há tanta coisa que eu preciso fazer...
Entre ser mãe, filha, irmã, amiga, mulher, profissional, namorada, eu mesma; são tantos os papéis, são tantas as "eus" que preciso ser que de vez em quando eu estanco.
É que não dou conta.
E está tudo bem!
A gente não tem que poder tudo o tempo inteiro. A parte difícil estar em saber e admitir que a gente não pode.

Esse texto de hoje, por exemplo...
Eu não dei conta.
E quem nunca???

Beijos azuis.


Por Mariah Alcântara

quarta-feira, 19 de abril de 2017

O prazer é todo meu: a masturbação como instrumento do empoderamento feminino

Escritora convidada: Regis Pinheiro

No antigo Egito a masturbação era algo tratado com naturalidade, inclusive as mulheres, quando morriam, eram mumificadas e enterradas com dildos feitos de argila.
Se formos pesquisar sobre a masturbação feminina, encontraremos poucas informações, levando em consideração que, para os homens, existem mais referências. Mas, mesmo assim, vamos ver que a masturbação era algo comum entre vários povos e, também há quem não acreditava que era tão natural assim. Os Indianos, por exemplo, acreditavam que masturbação era deixar a força vital ir embora, como desperdício, assim eles criaram o sexo tântrico.
Após o cristianismo o ato de masturbar foi tratado como algo “pecaminoso”, proibido tanto para homens menos ainda para as mulheres.
Até hoje, no século XXI, apesar de termos mais informações, ainda acredito que para muitas mulheres esse assunto seja tabu. Foram muitos séculos de doutrinação para que, nós mulheres, entendêssemos que nossos corpos são para o prazer do outro e não para nós também.
Geralmente, descobrimos a masturbação na infância mesmo que sem cunho sexual é nessa fase que descobrimos nosso sexo. É na puberdade (salvo exceções) que vamos usar a masturbação como satisfação sexual e/ou curiosidade.
Para muitas meninas, esse ato vem com uma carga mais pesada, pois, além da herança religiosa, ainda há a carga construída socialmente quando nós somos criadas para nos “comportarmos” ou não encontraremos um marido: senta direito; não use roupas curtas, etc.
Primeiro existe o desejo, a vontade e quando conseguimos passar por essas barreiras, tentamos aprender mais sobre nossos corpos, como sentimos prazer.
Gosto de pensar que a masturbação feminina é um ato político. É o momento que descobrimos que podemos nos dar prazer, nos sentir vivas e ir contra todo esse peso social que nos é dado sem questionarmos. É o momento que nos fazemos pessoas reais, com desejos.
Ainda por vivermos numa sociedade patriarcal e muito machista, cabem para nós mulheres, nos permitimos esses pequenos (e por muitas vezes os melhores) prazeres, cabe para nós tomarmos esse ato como algo tão natural quanto comer ou beber.
Vamos sentir nossas vaginas, tocá-las, apalpá-las, esfregá-las, penetrá-las com dedos, com dildos, vibradores, friccionar o clitóris, pressionar a vulva, os pequenos lábios, os grandes, o capuz. Vamos sentir prazer! Porque até mesmo quando procuramos informações sobre nossas vaginas, essas informações não vêm acompanhadas das infinitas possibilidades de prazeres que podemos sentir. 

Regis Pinheiro, 19/04/2017
Acima de todos os gêneros, de sentimentos fluídos, apaixonada, de par com a mulher mais incrível do mundo e acreditando que vale a pena ser o que é.