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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Falar e calar

Durante alguns anos da vida tudo que se é sentido é expressado em frações de segundos. Isso acontece porque a infância não nos dá a noção do que pode ou não ser dito.
Aprendemos a falar e as palavras saem naturalmente, até que os acontecimentos e as pessoas começam a limitar e mostrar em que momento devemos falar ou calar. Alguns aprendem, outros nem tanto.
Quando o adulto de referência como família diz para não gritar com seu irmão, não falar assim com seu professor, não responder o mais velho, agradecer, pedir licença ou desculpas é, além de educar, ensinar o momento e a forma de expressar seu sentimento e/ou necessidade.
O bebê chora para expressar alguma necessidade, quando ganha seu vocabulário percebe que além do choro, é possível ter o que se quer, falando. Depois de adulto a proporção do vocabulário em relação ao choro é maior, quando não, nos causa estranheza.
Existem grandes problemas causados por alguns que não aprenderam a dosagem entre o falar e o calar, também, por aqueles que têm questões com a mal comunicação ou comunicação excessiva.
É preciso mais que paciência para lidar com quem não se atenta em resolver os problemas, mas crítica quando você o faz. É preciso dizer o que se pensa mesmo quando não haverá solução para isso. Pois, mesmo quando não há solução para o mal caratismo, evita que gere dentro de si sentimentos quase incuráveis.

Por: Renata

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Só, São Paulo

“A placa de censura no meu rosto diz:
Não recomendado à sociedade
A tarja de conforto no meu corpo diz:
Não recomendado à sociedade”
(Não recomendado – Caio Prado)

Quando jovem, as luzes de São Paulo eram fascínio e beleza
Da Santa Generosa, a 23 de maio era fotograma em luz e serpentina
As luminárias demarcam regiões de ocupação e diversidade
Outros territórios de Liberdade, outras épocas para o Chá

Quando adulta, violência e paixão me arrancaram da chuvosa
Acho que em outra vida enterrei o umbigo nas Minas
São Paulo era luto e ciúme, desamor e traição
Mas é uma danada! Na doença e na tristeza reviravoltei

Multipliquei-me aqui e gosto de ver multidão
Gosto de ver na multidão que todos não são cada um
Apesar de sermos um cada um, uns mais alguns e nenhum quase todos
Ainda é solitário andar por entre a gente

Cris Couto

25/01/2017

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Relações abusivas - parte 02 - Os amigos

Hoje mais uma vez o assunto é relações abusivas. Estou chocada em como elas são normalizadas. São tão normalizadas que, nesse exato instante, você pode estar dentro de mais de uma sem saber. Por isso é tão difícil identificar uma relação excessivamente abusiva e sair dela. 
Como dissemos lá no primeiro texto (que você pode ler rolando a tela mais para baixo), toda relação eventualmente pode envolver momentos de abuso, onde no calor do momento uma parte ou a outra pode falar algo que não deve. Reconhecer onde isso extrapola e "passa dos limites" é o desafio. Os amigos tem papel importante nesse termômetro. 
Mas aí existe um problema. Porque numa relação verdadeiramente abusiva, a primeira coisa que o abusador faz é afastar a vítima dos amigos. E aí eu tenho um problema com essas nomenclaturas. Porque apesar de reconhecer claramente que sim, existe um abusador e existe uma vítima nesse tipo de relação, usar essas palavras me parece trazer uma visão maniqueísta que não ajuda na qualidade da discussão, porque, como eu disse anteriormente, parece desconsiderar a dinâmica de uma relação entre dois adultos e colocar a vítima na posição de princesinha presa da torre. Mas ainda estou elaborando uma forma melhor de pensar sobre isso, talvez vocês possam me ajudar. Vamos pensando sobre isso.
Os amigos tem um papel delicado diante de uma relação abusiva. Precisam tomar cuidado para que não caiam na armadilha de uma troca de tutela. Sua amiga está extremamente frágil. E estará mais frágil quanto maior for o tempo que estiver sofrendo o abuso. A autoestima dela está muito debilitada. Ela não tem força de reação. Tem muita dificuldade de acreditar em si mesma. Você olha pra ela e tem a sensação de que sozinha ela nunca vai conseguir sair do buraco que se enfiou. Ela se sente tão pequena que está com medo de tudo. Você se lembra da pessoa poderosa que você conheceu e mal reconhece. E aquilo te parece bem triste. Dizer "vem pra cá que eu cuido de você" é ilusão. Porque você não vai cuidar. Se você for alguém emocionalmente saudável, você não vai oferecer a dinâmica interdependente doente que esse outro oferece. 
Uma das perguntas que lancei no facebook foi: O que você gostaria que seus amigos soubessem?
As respostas me surpreenderam, porque muitas vieram na linha de: "queria que eles soubessem que eu precisei desse tempo". Imaginei logo que se tratasse de alguma síndrome de Estocolmo, visto que supostamente ninguém "precisa" sofrer abuso. Mas não era do abuso que precisavam. Era, me parece, do tempo da construção da resistência. Falarei mais sobre isso na semana que vem.
Por agora, voltando aos amigos: se você diz pra sua amiga: "Miga, esse cara tá te fazendo mal, te dou uma semana pra largar dele porque não aguento te ver desse jeito, se não largar dele tu não olha mais pra minha cara", só te digo uma coisa: ela conhece bem esse seu joguinho de manipulação, essa brincadeira de "só tem meu amor se você fizer o que eu acho que você tem que fazer" é exatamente o que o namorado abusador dela faz. E ele faz melhor que você. 
Então... Se você ama sua amiga... Respeita ela. Você pode fazer um pouco mais que isso. Vai te doer. Você vai ver ela se despedaçar e voltar pro cara algumas vezes, talvez. E, sim, você tem sim o direito de se afastar se não estiver dando conta. Na verdade eu ainda estou refletindo o que os amigos podem fazer pra ajudar. O que já entendi é que só a própria pessoa pode resolver. Os amigos só podem fortalecer o protagonista da história. Me parece que um bom caminho é estar perto, escutar a pessoa quando ela quiser falar, ter paciência com os desabafos e principalmente com os retrocessos (porque a pessoa num dia reconhecerá os abusos e no outro dia dirá que exagerou em tudo e que o namorado é a melhor pessoa que ela já encontrou na vida e que ela tem é sorte de estar com ele, mesmo que ela apanhe algumas vezes. E essa é a parte em que você, amiga, terá vontade de sacudir sua amiga, dar uma voadora nela e uns três tapas na cara, mas lembre-se: isso não é sobre você). Acredito (mas sempre posso estar errada) que sempre cabe marcar nossa posição) mas evitando fazendo o outro se sentir um imbecil, buscando uma comunicação não-violenta. Acredite: mesmo quando parece que ela não está escutando o que você diz, ela está. Então diga o que pensa. Tentando não agredi-la mais do que ela já está sendo agredida na relação abusiva que vive. Ela não precisa de julgamento, precisa de acolhida. Você pode dizer que não entende porque ela continua com aquele cara. Mas não esqueça de dizer que a ama assim mesmo. E que vai continuar amando. E que vai amar se ela resolver continuar com ele. E que vai amar se ela resolver deixá-lo. E que estará ao lado dela em qualquer decisão. E que ela não ficará sozinha. Isso importa muito mais do que parece. 
Até naqueles momentos em que ela chegar com a cara inchada e disser que bateu com a cara no armário ou caiu escada abaixo. Ela não precisa dizer diretamente. Mesmo assim, olhar firme nos olhos dela e dizer "estou com você, e te apoiarei se você tomar a decisão de fazer diferente" pode ser decisivo. 
Faça isso. Pode fazer diferença na vida das mulheres que te rodeiam. 
Na próxima semana, vamos conversar diretamente com quem vive a situação de abuso.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Família tradicional ou não?



Hoje ao passear com a cachorra de um amigo. Me deparei com uma coisa ao lado do prédio dele que me lembrou uma conversa que tive com um conhecido e me fez refletir: As imagens aqui postadas refere-se a coisa que ao meu ver é de uma beleza impar. Pensa se você está a caminhar sobre uma selva de pedra, tudo é concreto. E depara -se com uma bela casa antiga portão baixo cercada de plantas e ao lado dela o contraste de muros altos placas de estabelecimentos comerciais e prédios eu fiquei inebriada e pensei como é lindo a resistência, o tradicional isso me remeteu a minha época de infância na baixada do Rio de janeiro, minha casa quintal imenso cheio de árvores minha família reunida num domingo no almoço pra logo depois ir a igreja. Sim, da saudade e hoje isso está destruído pela modernidade em alguns lares. Primos, irmãos , tios que mal tem o que conversar e eram inseparáveis na infância; havia tanto amor que mal podíamos correr livres que tinha um tio , avó ou os pais nos agarrando pra nos declarar amor, ou pra pedir que fossemos a venda comprar algo pra eles (rs - quem nunca!) Tive uma conversa com um conhecido uma vez e ele reclamava realmente disso, ele tinha uma certa razão. Agora olhem de novo para estas fotos, reparem nas rachaduras desta casa, reparem nesse mato alto, um tereno perigoso de se pisar, estes vidros quebrados e telhas que podem desmoronar a qualquer momento, não há segurança apesar da beleza ela existe pra ser uma bela lembrança para muitos, mas não da mais pra residir aí só será possível se houver uma reforma e a privacidade e a paz do lar comprometida pelos altos prédios a sua volta também não seria mais um lar agradável. Esta é uma bela imagem do que era as antigas famílias e que hoje se olharmos com olhos de adultos apesar da beleza esquecemos de muitas coisas, lembro muito bem que minha família era linda mas minha mãe, minhas tias eram uma mulheres que deviam obediência aos maridos, que eles a agrediam por qualquer coisa lembro de ter visto muitos olhos marejados e não entender, já que a poucas horas atras todos estavam rindo e bebendo juntos, que tinham voltado da igreja e estavam maravilhados com a presença de Deus, então por que minha mãe, minhas tias, primas estavam sempre de cabeça baixa a chorar a sentir medo ou com uma expressão de dor que eu jamais saberei qual era a origem , mas hoje posso imaginar graças as mulheres que criaram força para não mais sofrerem e graças aos relatos que ouvi de algumas destas mulheres de minha família. E eu abro mão desta beleza que é o tradicional, por que jamais vou querer uma beleza aparente sustentada a perigo, insegurança, medo e feridas como está bela e maltratada casa, como foi e pode ser ainda boa parte desta minha "família linda", que com certeza irão negar sua história ou se envergonhar dela, mas eu não eu quero que cada vez mais pessoas possam se conscientizar que a família tradicional não é este mar de rosas, família é lindo desde que tenha amor, respeito e companheirismo, família construída a base de submissão,e coação pela força física sobre os seus integrantes nada mais é que uma ilusão e deve ficar no passado e não mais existir. Que venha a reforma e que a família seja sustentada pelo amor e ao demostrar respeito e companheirismo aos seus, teremos um reunião de domingo realmente bela e digna e não mais falsas aparências. Ame as pessoas pelo que elas são não pelo que quer que elas sejam, amar o filho que decidiu ser médico, o tio que é militar, o primo que é campeão em algum esporte que casou trabalha muito tem filhos é fácil, Mas o filho que decidiu ser jardineiro, o filho que quer cuidar do lar, a prima que quer estudar e viajar pelo mundo, a tia mãe solteira que trabalha muito e sustenta a casa, o irmão campeão de concurso de moda, a tia campeã em esportes esses são decepções estes não foi pra isso que foram criados. são estes que nunca vão aparecer no almoço de domingo e São estes a maioria de nós adultos das atuais gerações a família tradicional 'destruída'.

_Keila Almeida_
(E para quem não entendeu, não é um texto contra homens embora a maioria das famílias que tenham sofrido violência de qualquer tipo parte deles, não é um texto contra família é apenas uma conscientização do que muitos adultos de hoje que julgam uma perda tentem refletir se realmente querem que seus entes queridos voltem a sofrer ou se não esta na hora de parar de insistir e mudar isto para algo melhor e autêntico)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Voltar com Força

Apagaram as luzes, o som foi desligado, os fogos acabaram.
Passaram as festas, vou confessar que nunca comemorei tanto e agrades por um ano ter terminado, quanto 2016. Talvez porque senti cada dia, cada peso e cada aprendizado com tanta intensidade, que tudo que eu precisava na vida, naquele instante era mesmo essa energia de renovação, de recomeço e de esperança.
Então aquele final de semana acabou e voltei a rotina.
Umas das primeiras ffrass que ouvi no trabalho foi: Foi Reveillonenada mudou!
Logo pensei: como assim, nada mudou? E essa coisa boa de recomeçar? E aquele peso que se foi? E os sonhos que idealizei para esse ano?
Tudo bem que o trabalho é o mesmo, os colegas e a chefia também são, mas algo mudpu sim.
Ao invés de expor meus pensamentos eu guardei para mim, me calei, simplesmente por entender que cada um sente, sonha, imagina, vive e recomeça do seu jeito.
Recomecei agradecendo.
Estar com os meus renova minhas energias e isso que cada dia me faz entender que felicidade na vida não tem haver com questão social ou financeira, sim, como que realmente importa, o qie realmente alegra a minha alma e me faz querer cantar.
Não fiz nenhuma meta absurda e meus pedidos aos céus são, o que considero o básico para viver bem, rs.
Um pouco de rotina é bom, me faz sentir confortável, me fez voltar com força para partir do principio e me lembrar o ccaminh que devo percorrer até alcançar o próximo sonho.
Feliz 2017!

Por: Renata

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

De bem



Hoje, acordei de bem.
Minha cama de hoje é mais macia.
A temperatura do chuveiro acalma minha pele.
Mesmo doloridos, meus pés ainda suportam os caminhos que escolho.

Minha casa é aconchego e acalento.
As pessoas que me amam estão ao meu redor.
Tenho amigas que me reconhecem.
Amo minha companhia.

Cris Couto, 18/01/2016


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Sobre relações abusivas - Parte 01 - Encaixotando Helena

Então eu escrevi no Facebook que estava estudando sobre relações abusivas. E pedi opiniões, sugestões, relatos. Me vieram histórias tão verdadeiras e doloridas, que percebi que um texto não vai encerrar o assunto. Serão necessários alguns textos, então a partir de hoje abro o diálogo sobre esse assunto aqui. 
A primeira coisa importante é: toda relação pode ter momentos de abuso. De ambas as partes. Ninguém é 100% equilibrado, ou totalmente bem resolvido na vida. A gente as vezes fica inseguro, chuta o pau da barraca, diz o que não deve, escuta além da conta. Nessas horas, o diálogo é essencial para que a relação volte a ser boa. Toda relação envolve algumas negociações, a gente precisa comunicar até onde aceita e permite, e a partir de onde não dá mais. Isso não é exclusividade de uma relação afetiva, mas também pode referir-se ao campo profissional, social, amizades. É questão de maturidade aceitar os limites alheios e comunicar claramente os nossos próprios. 
Mas... numa relação abusiva, uma das partes não reconhece nem respeita os limites do outro, e a outra parte não pode/consegue comunicar seus limites. E isso é sistemático, ou seja, acontece num círculo vicioso. Os motivos são os mais variados, e por isso eu gostaria de lançar um olhar mais atento a partir de hoje. Uma relação abusiva pode te tirar completamente do foco profissional. Pode te afastar de todos os seus amigos. Pode te impedir de aprender coisas novas. Porque a luta pela sobrevivência emocional passa a ser exaustiva demais, a gente pode muitas vezes não dar conta. 
Li muitos textos na Internet que me foram recomendados sobre relações abusivas. Procurei perceber o que todos eles tinham em comum, juntamente com os relatos pessoais que recebi entre minhas mensagens. Algumas percepções iniciais:
1- Relações abusivas não são exclusividade de relacionamentos hetero.
2- Existe sempre uma forte relação de dependência dentro da relação. Existe alguém que sempre domina, alguém que é subjugado. Mas, ainda que pareça absolutamente óbvio para o observador de fora quem é quem, entre os protagonistas isso não parece assim tão claro. E é essencial ter sensibilidade de entender essa dinâmica se quisermos ajudar alguém preso numa relação dessa. 
3- Já viram um filme chamado "Encaixotando Helena"? Esse filme (assisti ainda na adolescência) mostra muito a confusão de sentimento, não raro imaginado como "amor" que na verdade é o desejo da redução do outro até a aniquilação. Eroticamente, muitas vezes compara-se o sexo ao desejo de "comer". A relação abusiva leva isso ao extremo: mastiga-se o outro, absorve-se o outro, até que esse outro não exista mais fora de mim. Do outro lado, temos alguém que sente-se devorar, está cercado por todos os lados e de todas as formas. Perde-se entre o desejo de ser livre e o conforto (sim, conforto) de ter uma atenção extrema como nunca experimentou.  A sensação de quem está dentro de uma relação abusiva parece ser: Eu preciso dessa pessoa. Não estou feliz, mas tenho necessidade dele. Mais ou menos a mesma lógica de um vício.
Mas pera! Comparar a pessoa abusada a um viciado não é culpabilizar a vítima?
Chegamos em outra palavra-chave de uma relação abusiva: culpa. 
A culpa sustenta esse tipo de relação, sendo jogada o tempo todo de um lado para o outro. Se olharmos a coisa sob o ângulo da responsabilidade, creio que muda o modo de olhar. Porque nesse caso sim, as duas partes são responsáveis pela dinâmica doente da relação. Ora, se dizemos a uma das partes que ela não tem nenhuma responsabilidade sobre essa dinâmica, estaremos reduzindo essa pessoa a uma criança, de alguma forma abusando dela mais uma vez, enxergando-a como alguém que não é capaz, não terá condições de tomar atitudes, a estaremos vendo como a princesa presa na torre que ficará lá até que algum príncipe de conto de fadas venha salvá-la do apuro. 
SPOILER: O príncipe não virá. E a força para sair terá que vir de dentro mesmo, ainda que com muito apoio dos amigos. 
Mas os amigos precisam lembrar que essa pessoa, no momento em que está presa numa relação abusiva, encontra-se dependente, viciada e duvida fortemente de si mesma, uma vez que alienou-se da própria consciência, e precisa até mesmo reconstruir a autoimagem. 
Falaremos mais sobre isso na próxima terça ;)
Enquanto isso, fiquem a vontade pra comentar e inclusive discordar de mim. Essas reflexões compartilhadas não são de forma alguma a única verdade possível. 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Precisamos falar sobre Férias

Hoje, agora, já.
Para onde você esta indo? 2017 começou e agora?? Esperamos tanto por isso.

Bom, eu estou indo me desintoxicar. Nada mágico aconteceu na virada e continuo no mesmo lugar, Mas me recuso a ser a mesma por todo esse ano, É hora de evolui e caminhar, ainda que devagar, para a frente.
Então, vou caminhar quieta pela beira da praia, pensar em metas e objetivos, traçar uma estratégia, sentir saudade, chorar um pouco. Mas eu volto.

Saio de férias por duas semanas. Mas volto logo, volto com assuntos, volto com amor, volto com vontade.

Beijos azuis.



Escrito por Mariah Alcântara
Publicado originalmente no Blog Flor do dia: Coletivo do Bonde
Para ler mais,e ver por onde ha traços meus. clica AQUI.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

O que você considera ser o bem?



O que você considera o mal?

Obrigar as pessoas a fazerem algo que não gostam é o bem ou mal?
Um exemplo: Imagine aquele alimento que você odeia que te faz mal, que você é alérgico, que te deixa doente.
- Quantos de vocês gostariam de ser obrigados a comê-lo pelo menos uma vez por dia? Sério! Se vocês me contarem pode ser que eu ache que é delicioso, mas para vocês é a coisa mais nojenta do mundo eu acredito.
Mas só imaginem se fossem obrigado a comer isso pelo menos uma vez por dia.
Imagina mai além, se as pessoas dissessem que a saúde iria melhorar 100%, ou que tornariam se ricos ou qualquer coisa que desejarem iria se realizar se simplesmente aceitassem comer este alimento.
- Você aceitaria? E Isso é o bem ou o mal?
Se as pessoas te convencessem que quanto mais pessoas você fizesse comer tal alimento mais próspero você seria?
E se dissessem que quem não come esta errado e você deve fazer o que for preciso pra essa pessoa comer, se não o fizer você não será bem sucedido será tão ou pior que essa pessoa?
Isso é o bem ou mal?
E imaginem que em uma época onde acabaram de descobrir o fogo e tudo mais um grupo de pessoas escrevessem um livro contando tudo isso que eu disse a cima e dissessem que alguém iriam recompensá-los "QUANDO VOCÊ MORRER" e não seria ele, mas alguém maior que ele que te compensaria se você "vivesse segundo essas regras" do contrário ele teria que te punir por isso te perseguir e quando você morrer também será castigado por Ele (Esse Alguém Maior); ou seja o que tá ruim fica pior. Isso me parece humano de mais, qualquer Ser Maior não será tão mesquinho isso é pequeno de mais para Alguém Maior. Acrescente 12 mil anos repetindo isso de geração a geração; ou seja obrigando outros a fazerem o que não querem?
Imagine que das 6,1 bilhão de pessoas, apenas 0,6 bilhões não obriga ninguém afazer o que não quer, seja com ação ou com apoio a esta ação. ( Não é pesquisa é chute, porém está longe de estar errado é capaz de ter 0,1 bilhão de pessoas e não 0,6 não obriguem os outros a ser como elas querem).
Isso significa que se você tiver em um local com 10 pessoas apenas 1 pessoa não vai te obrigar a fazer o que não quer.
Imagine que a capacidade mental da maioria delas é o da repetição sem pensar, só repetir. A cada dez pessoas uma é vitima e quando sobram nove outra é vitima e assim caminha a humanidade.
Então;
 - Sério mesmo toda essa historinha de bom samaritano?
Se você só faz isso em benefício próprio. Porque se eu digo que isso não é bom para mim, querem me obrigar, por que é bom pra vocês?
Tem certeza que sanidade de vocês não está abalada?
Se não querem que invadam seu espaço não invada o dos outros.
Nada justifica a imposição que fazem na vida das pessoas. Isso é loucura.
Nada que eu faço da minha vida, as roupas que visto. As pessoas que me relaciono o que faço ou não com meu corpo, jamais vai afetar a vocês a menos que sejam loucos que não saibam diferenciar quem vocês são, qual vida lhes pertencem; ou seja apenas a sua própria e que sua vida só vai mudar se você agir pra que ela mude ou se rezar, orar, fazer magia pouco me importa qual é a sua crença ; não é perseguindo a outros para que eles não existam, ou não tenham mais vontade de viver de modo que só assim você possa prosperar.
Isso na verdade não tem nada haver com prosperar.
Vocês nada mais mais são que almas atormentadas, isso sim tem direito a levar nome de possessão ou qualquer que seja sua crença e qualquer que seja a entidade que queiram por a culpa, isso é apenas o pior lado do ser humano vindo a tona com total força e descontrolada.
Isso chama -se necessidade, a qual você fará tudo pra supri-la até mesmo destruir outros semelhantes.
- E você é do bem ou mal?
(E não estou discutindo a existência ou não Dele, para quem não sabe interpretar texto. Estou aqui perguntando " E FAZ O BEM OU DO MAL? ")


__Keila Almeida_

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Precisamos falar sobre esse bonde.

Nada mais justo que nossos leitores possam nos conhecer. E hoje é isso que farei, nos apresentarei.
Com vocês, O Bonde e tudo o que ele representa:


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Beijos azuis



Escrito por Mariah Alcântara
Publicado originalmente no Blog Flor do dia: Coletivo do Bonde
Para ler mais,e ver por onde ha traços meus. clica AQUI.