Translate

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

#minimalismo #destralhe #desafio #projeto333 #planner #leveza

Mariah a chata do minimalismo. Sou eu!!
E nas segundas-feiras ainda estou dividindo com vocês essa aventura que tem sido me reencontrar  como pessoa e me rever em questões de consumo, tomar ações que entrem em sintonia com os cuidados que eu prego em relação a um modo de vida que seja harmonioso entre discurso e ação.
Tem sido um momento de autoconhecimento. Nunca fui o tipo de pessoa que consegue meditar, mas tem sido uma contemplação viver esse momento de descoberta do simples. Por ironia ou não, em 99% dos meus textos, sejam eles de qualquer categoria, eu falo do simples, da riqueza do simples, da grandeza do simples, da leveza do simples.
Então bora lá falar, não de tekpix; mas de Projeto 333!
Esse projeto é um desafio criado pela Courtney Carver e ao meu ver, ele é a forma mais didática de você entender sua relação com a sua roupa e com o seu consumo. Eu sei que ainda estamos falando sobre roupas, destralhe de roupas, roupas e roupas e roupas e um estilo de vida real não esta baseado apenas nisso. Mas, se você parar para  pensar com honestidade, vai observar que a relação que temos com nossas roupas são um reflexo de como olhamos mundo, de nos enxergarmos como pessoas e de como queremos ser vistos Nossa sociedade é capitalista e somos educados para consumir, consumir, consumir. Perdemos o limite e entramos no modo automático de comprar tudo o que vemos pela frente, nos entupimos de coisas para saciar uma necessidade que sequer sabemos do que é.
Por isso, eu aceitei a ideia do desafio. Eu já disse que uma grande referência, para mim, foi a Luana Burigo do canal Simplease. Lá eu tirei mil duvidas e entendi os conceitos que tanto me assustavam, e lá, também, ouvi falar da Viviane Torquato, do armário cápsula e do planner que ela criou para que tudo isso faça mais sentido.
Bora falar disso?!
O projeto 333 consiste na escolha de 33 peças do seu guarda roupa, inclusos sapatos e acessórios, para usar durante 3 meses; apenas essas peças! O resto fica guardado longe dos olhos, mas pode deixar perto do coração. Nada é obrigatório, pois a ideia é que seja uma referência para que (digo novamente), você entenda qual sua relação com essa coisa toda. Pode fazer troca, pode mudar de ideia, pode escolher mais peças, menos peças... O que não entra nas 33: roupas de ginástica, lingeries, roupas de usar em casa e roupas de dormir.
Eu amei a ideia!
Com esse projeto exercitamos nossa forma de nos ver, nossa criatividade, pois as combinações deverão ser variadas e nossa real necessidade de comprar tanto. Eu baixei o planner da Viviane, o que me deu um norte para seguir adiante (mostro no próximo texto), e separei minha primeira capsula.
Eu já tinha reduzido meu guarda-roupa a 30% do seu total. Fiquei com o que eu gosto, realmente uso e fico confortável. E para minha primeira capsula, eu escolhi:
- 14 blusas
- 3 saias
- 5 vestidos
- 3 calças (2 jeans e 1 social)
- 3 bermudas
- 4 pares de sapatos (2 scarpins e 2 sapatilhas)
O que não coloquei: acessórios (uso sempre os mesmos), e 3 cardigans que uso somente no trabalho, como um uniforme. Meu desafio vai de novembro/17 a fevereiro/18. Será que eu consigo??
No próximo texto vou mostrar meu planner, meus objetivos e falar mais sobre como tem sido minha vida levando dessa forma onde, realmente, o menos é mais.

Beijos Azuis.

Por Mariah Alcântara.
Para saber mais clica aqui!!


segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Destralhe, minimalismo, roupas demais, método de organização, sentimentos.

Vamos de novo falar do novo?!
Continuando a série sobre o minimalismo que me cabe, hoje vou contar como foi o destralhe das minhas roupas, como me senti antes, durante e depois. Por que temos tantas coisas? Por que guardamos tantas coisas? Por que temos coisas que não nos servem? Por que??
Nunca tive essa resposta... Sempre gostei demais de roupas, sapatos, bolsas, acessórios, maquiagens... sempre. E sempre tive demais de tudo isso. Como já disse, anteriormente, minha vida oscilou muito nos últimos dez anos. As trajetórias de consumo, depressão, acumulação, mais consumo, refazer tudo e consumir tudo de novo, presentes com valor sentimental, mais consumo... isso virou minha rotina. 
O resultado foram roupas e roupas, algumas que não me servem mais, sapatos e bolsas e tudo o mais, coisas que estragaram sem nunca, sequer, terem sido abertas. Isso pesava dentro de mim, me incomodava, mas ao mesmo tempo não podia me desfazer daquilo.
Aí apareceu o minimalismo e eu me muni de coragem. 
Antes do minimalismo eu estava lendo livros sobre organização. Embora minha casa esteja devidamente organizada há mais de um ano, eu ainda precisa otimizar as coisas e os espaços que, como já disse, são bem pequenos. E me lancei numa busca por técnicas de organização e dei de cara com a Marie Kondo e o método KonMari. Devorei tudo o que ela ensinava e amei, mas... não usei no meu destralhe.
Marie Kondo indica que para um destralhe efetivo você precisa retirar TUDO do seu guarda-roupa, por exemplo, e colocar no mesmo lugar. Inviável pra mim. Passei anos sem usar minha cama devido ao acumulo de roupas que dormia sobre ela em tempo integral. Então jogar tudo lá seria ativar um gatilho que estava bem domado. Optei por seguir em partes. É importante que ao adotar um estilo de vida novo, você consiga conviver com ele sem agressões. Não vale de violentar em prol de fazer a mudança, pois devido a essa violência, ela pode não ser efetiva. 
E lá fui eu, parte a parte do meu guarda-roupa; primeiro me senti estranha, ficava um tempo olhando para as peças e tentando entender se aquela peça era importante pra mim, se eu gostava dela, se eu a usaria, se ela me deixava confortável. Algumas peças, nunca usadas, ficaram horas numa pilha que nomeie de "tem duvida mesmo?". E eu senti doer! No meio do processo me senti ansiosa, nesse momento eu tinha quatro grandes seções: as roupas que ficam (já de volta ao seu lugar), as roupas que vão para doação, as roupas que vão para o brechó, as roupas que não sei e as roupas que eram "tem duvida mesmo?". Tomei o cuidado de dobrar as roupas, mesmo as que não queria, para que eu pudesse ver bem tudo o que havia ali. Num dado momento me senti muito ansiosa e decidi que se eu tinha duvida, aquelas roupas não deveriam ficar, pois se eu as amasse, não teria dúvida.
Terminado essa parte, mandei embora a primeira sacola de roupas na mesma noite. Separei em uma mala o que vai para o brechó e o resto separei numa pilha gigante que minha mãe vai levar para a igreja dela e usar no bazar. Abri meus armários e gavetas no final de tudo e senti ALIVIO, LEVEZA.
Essa foi a minha impressão de uma vida minimalista!
Uso cores, muitas cores, não sou só do branco, bege e preto. Tenho mais 50 peça de roupas, li em algum lugar que um rapaz minimalista tem menos de 30 peças entre roupas, cuecas, sapatos e acessórios. Meu estilo de vida não exige tanto nem tão pouco, o que entendi como equilíbrio me serviu bem. O que ficou são peças usuais, práticas, confortáveis e que me representam bem.
Indico a leitura da Marie Kondo, indico dar uma olhada nos documentários sobre minimalismo que tem no Netflix e youtube, vídeo e fóruns. 
Lembre-se que o minimalismo é um estilo de vida e é livre!
Conhecer-se e saber-se é a diferença naquilo que somos!

Beijos azuis.

Por Mariah Alcântara.
Para saber mais clica aqui!!




segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Mudanças, reencontro, minimalismo, percepções, dúvidas, ação.

Eu nem sei bem por onde começar esse texto. Estou, certamente, ansiosa em ser o mais clara possível e tentar dividir as coisas mostrando-as de forma real.
Há alguns anos eu sofri uma depressão intensa e, ao contrário do que pensam, depressão não é o oposto de alegria, pois quem me visse poderia jurar que eu não estava triste e muitas vezes eu não estava triste mesmo. Para mim, a depressão foi a falta de ação.
Eu transitei entre consumismo compulsivo, acumulação e a completa apatia para a vida. Logo, meu espaço, já pequeno, ficou muito menor, inabitável; tudo estava ocupado, por roupas, sapatos, bolsas, livros, revistas, utensílios de casa, móveis... tudo em excesso. Em excesso para o que eu precisava, em excesso para o que o espaço comportava.
Após um momento de reação, consegui organizar as coisas e me desfazer de tudo o que não me servia, ou eu não queria mais. Não se iluda, caro leitor, achando que é o tipo de ação fácil, pois não é mesmo...
Passado um ano dessa reação, eu olhei em volta e em nada lembrava o espaço de um anos antes; mas eu sentia necessidade de aliviar mais ainda "o fardo". Eu ainda tinha excessos para todos os lados. Ainda era soterrada por roupas quando abria a porta do meu guarda-roupas, ainda tinha muito de tudo. Sentia o excesso, mas não sabia como aliviar.
Um dia ouvi falar de minimalismo. Fiquei curiosa com a proposta e decidi conversar com algumas pessoas sobre o assunto. Que ideia péssima eu tive. Recebi uma série de informações equivocas, algumas com boa vontade, mas sem conhecimento mesmo.
Enfim, desisti!
Achei complicado demais, caro demais, cheio de frescurinhas demais. Não, aquilo não era pra mim! Daí veio a internet. Bingo! Um dia passeando pelo Youtube, encontrei um canal com esse vídeo aqui.
CARAMBA!!!!!!Era tudo o que tinham me dito, tudinho mesmo, só que me disseram como regras do minimalismo.
Com esse vídeo as coisas foram mudando e eu voltei a me interessar pelo assunto e fazer o que deveria ter feito desde o começo: Pesquisar! Fiquei muito satisfeita com minhas pesquisas e entendendo que o minimalismo é um estilo de vida e é livre, optei por adota-lo!
O meu primeiro passo foi o destralhe. Não posso dizer do choque que fiquei quando me dei conta da quantidade, ABSURDA, de coisas que eu tinha. E, o pior, de coisas que eu não usava, que não me serviam. Me dei conta, mais ainda, que era necessário parar e repensar minha forma de viver. Meu discurso de consumo consciente, de cuidados com o planeta, de simplicidade e leveza, estavam completamente fora das minhas ações, por pouco não eram opostos.
Da primeira vez que fiz o destralhe (que contei lá em cima, no começo do texto), não foi consciente, foi só uma reação, quase instintiva, de "sobrevivência" da minha lucidez. Dessa vez não, eu tenho total consciência do que estou fazendo e observando todas as coisas e a mim mesma.
E, amores, eu tenho muita história pra contar!
Semana que vem vou contar do destralhe das roupas (sempre o começo de tudo) e como isso mexe com a gente de uma forma mais profunda do que pensa nossa vã filosofia.

Beijos azuis.

Por Mariah Alcântara.
Para saber mais clica aqui!!

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Conte e me conte




Se lhe pedirem para escolher na aritmética uma operação para chegar ao numero 6 você somaria, multiplicaria, subtrairia ou dividiria?
Para você o que importa é a operação feita ou o resultado?
Agora imagine que neste momento você chegou ao fim de sua vida.
E você tem uma unica oportunidade de deixar um resumo de quem você foi, mas sua lembrança só será capaz de resgatar seus últimos 60 segundos de vida.
Comece a contar, sua vida se resume a fazer as conta ou fazer de conta?
_Keila Almeida_

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Metamorfa

Então abriu os olhos de novo.
Não aqueles olhos que viam o mundo de dentro para fora, mas os olhos que a viam de verdade.
Olhos para olhar de dentro para dentro.
Era a hora de encarar-se com certeza.
Não essas certezas prontas, mas as certezas que constroem a alma.
Ela estava se sentindo sufocada há muito tempo.
Vida presa, atada, incerta, pressionada.
Mas apenas uma prisão lhe segurava; a liberdade!
Abriu bem os olhos para contemplar a face que a encarava, a face que ela era mesma.
Sim, era preciso avançar, era preciso dar mais um passo.
Eram tantos os seus desejos.
O tempo urgia em seus ouvidos, seus poros, seus sentidos.
Era preciso avançar.
E ela apressou o passo. Era a hora a certa de se encontrar.
Domina-la, era impossível.
Obriga-la, uma fatalidade.
Nada lhe aborrecia mais e era sabido que isso corroía seu existir, era sabido que ela acumulava...
Ela guardava, guardava, guardava... até a hora de explodir.
Explodia em vida e em cores, sorria seu sacarmos ao mundo.
Mundo esse que estava rendido aos seus pés,
Não tinha volta, ela sabia que o tempo estava gastando os sentires.
Era palpável e desfazia, tudo ia escapar por entre os dedos. Aceitou.
A vida é feita de recomeços!


Por Mariah Alcântara.
Siga aqui.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

As risadas na Cozinha

O dia amanhaceu silencioso, tranquilo, após uma noite com lágrimas no travesseiro e muitos pensamentos pelo ar. Dentro daquele silêncio me recordei das risadas na cozinha.

Família reunida após as noites de Natal, de aniversários, de feijoadas aos sábados. Primos correndo pela casa, as mulheres reunidas cozinhando, requentando a comida de ontem, os homens ao redor com suas bebidas ou não.

Um dia pela manhã se preparando para irmos a praia, após a praia, colocando as coisas na geladeira.

Copos sobre a mesa, espalhados pela casa, lembranças de qualquer momento, compartilhadas alí. Almas nuas numa noite de sexta feira, transbordando de afetividade, regadas de vinho, lágrimas e verdades, daquelas que não temos coragem de confessar nem para nós mesmas.

Encontros que seria de amigos e acaba sendo consigo, com o mundo, com o outro e tantas formas que vamos escrevendo novas histórias sem uma ponta de lápis sequer.

Histórias que se cruzam, se enlaçam, finalizam e a bebida que desce quadrada. O comentário que foi mal recebido, mesmo quando a intenção era dizer: estamos aqui para você! Então aprende se que boas intenções não devem ser desenhadas, devem ser declaradas, escancaradas, ditas sem rodeios, como as críticas.

Tudo pronto para a nova festa, para o dejejum especial, após um banho gelado numa tarde quente de primavera (e até o chuveiro escolheu a hora certa para queimar), o almoço pronto no domingo e a sala de jantar é esquecida, as risadas tomam contam e se está contagiante alí, para que mudar de lugar?

Alí nos servimos de amor, de compaixão, de fraternidade, igualdade , de comida que alimenta o corpo, mas de tudo que alimenta a alma. Juntar as panelas, os pratos, as mãos, entender e ver que felicidade é tão simples, é só questão de ser.

Sim, o mundo poderia parar nesse  momento, mas não o fez. O lugar agora está vazio, como é bom ter pessoas mesmo com o local vazio, como é bom saber que estão por toda parte e o som das risadas ainda está la, preenchendo o meu coração que está sempre preparado para o próximo encontro.

Por Renata Gomes


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

A Liberdade tem vários sabores

Durante o colegial (que hoje conhecemos como Ensino Médio) fui transferida para o horário noturno pela própria escola e precisei ir até lá para pedir a minha transferência para o vespertino, já que minha concentração e rendimento para o estudo é infinitamente melhor pela manhã. Fui sozinha, quando estava na secretaria senti o sabor distante ainda do amadurecimento, afinal, era uma escolha e eu estava indo lá dizer para eles, sem que minha mãe precisasse fazer isso. Eles me ouviram, acreditaram em mim e mesmo menor de idade consegui, mas precisaria da assinatura da minha mãe para apresentar no primeiro dia de aula. Amadurecendo sim, adulta não.
Durante a adolescência é uma confusão de sentimentos mesmo, porque estamos "grandinhos" para algumas coisas mas precisamos ser submissos a tantas outras. Isso piora aos 17 anos simplesmente porque, de fato, não somos mais crianças e falta tão pouco para a maioridade (coitados dos adultos responsáveis por seres com essa idade, rs).
Quando chega os 18 anos dá pra perceber que a maioridade das coisas que acreditávamos ser ou fazer ainda não serão possíveis, a menos que seus pais banquem isso, mas não vai soar como independência, o que acreditávamos ser imediato como um passe de mágicas...durmo adolescente, acordo independente, dirigindo, com um carro na garagem, chefe de uma empresa, presidente de uma ONG, morando sozinha, em um apartamento em Nova York. Como disse, a menos que seus pais banquem suas escolhas, não é bem assim que a "banda toca".
Então, já trabalhando, dá pra imaginar que agora sim se é adulto de verdade e vem seu primeiro salário e tudo que se quer é gastar em chocolates, lanches, doces, bijuterias , chocolate, maquiagem, chocolate e ir ao litoral com os amigos sem nenhum "adulto de verdade" por perto. Adulto de verdade, como se desse pra ser adulto de mentira.
Depois de alguns anos ao sair de casa, ter que escolher e pagar os móveis, preparar os almoços e jantares, ainda há esperança de que uma hora a vida adulta chega e quando ela chegar, ninguém me seguraaaa. E o gosto da liberdade muda de acordo com a sua vontade do dia, a hora do dia e dias da semana.
Delicioso é o sabor de acordar quando o corpo desperta, em uma manhã fria de domingo e não sair da cama, até que...bom, até que a fome aperte desesperadamente como se estivesse dois dias sem comer nada e o sabor de escolher o que se quer comer é uma delicia também, mas saber que é você que vai ter que preparar e isso pode demorar, faz você levantar correndo e encontrar a primeira padaria mais próxima e comer a primeira coisa que estiver pronta ao alcance de suas mãos.
Com o tempo a casa já não é mais a mesma, precisa de reforma e vêm um dos maiores desafios do Ser Adulto: lidar pacientemente com o pedreiro (só sabe o que estou dizendo quem já passou por isso). Se o profissional é ruim, pensamos mil vezes se dispensamos, ele começou a obra o ideal é que terminasse e concertasse o que fez, outro profissional da mesma área poderá consertar, mas pode custar o dobro do orçamento e o dobro é salgado. Se o profissional é bom, ele falta as vezes, abandona sua obra três dias seguidos sem aviso prévio e assim, o que era programado para acontecer em 15 dias durará 30 e lá se foram suas férias.
Quando a obra termina é tão maravilhoso que isso merece um almoço para comemorar com aqueles que amamos então fazer um frango assado é a certeza, sem sombra de dúvidas (se é que dúvida têm sombra) de que você é mesmo um adulto. Imaginam algo mais adulto do que limpar, temperar e assar um frango, depois tirar a forma do forno, colocar batatas e coloca lo no forno novamente com papel alumínio, cronometrar o tempo e ainda preparar a salada enquanto o macarrão já está no escorredor? Afinal quem fazia isso a pouco tempo atrás (e parece que foi ontem) era sua avó, sua mãe, sua madrinha ou aquela tia querida que fazia questão de fazer o mesmo cardápio todas as vezes porque sabia que era o seu predileto.
É nesse momento da pra imaginar que a qualquer momento o correiro irá entregar uma carteirinha com uma carta dizendo:

Parabéns, a partir de agora você é um ótimo adulto. Todas as suas experiências serão coerentes, diferentes das fases, infantil e adolescente.
Você é nosso cliente especial e terá milhares de direitos por isso, incluindo a liberdade de amar quem quiser, ter ou não filhos, casar se ou não, escolher o emprego que te faz feliz e com salário justo.
Aperte os sintos e tenha uma ótima viagem!

Atenciosamente,
Vida Adulta!

Sinto muito em dizer, mas isso não irá acontecer. Simplesmente porque ser adulto não é uma viagem, é fato que não mudará mais. Diferente das outras fases, ser adulto não passa!
Realmente há coisas que o tempo leva,mas há coisas que só o tempo trás. E os sabores da liberdade são tantos, nem sempre doce, nem sempre salgado. E só sabemos disso na prática mesmo, porque cada paladar sentirá de uma forma.
As cobranças virão e nem sempre são coerentes para o momento, pois as experiências que vivemos nos arremete tantas vezes aquela criança que fomos, aquela adolescência que sorri quase gritando, aos medos, aos sonhos que tínhamos e hoje nem são mais os mesmos ou são. O que muda mesmo é a responsabilidade que se espera que um adulto tenha, mas que tipo de adulto somos depende demais de tudo que fomos ao decorrer da vida. Não há como desmembrar a pessoa dela mesma.
Também não há como definir tudo comonse tivéssemos um "script" porque não tem mesmo um roteiro de como ser um adulto.
Todas as correspondências que recebemos nos lembram mensalmente que somos responsáveis agora por nós e muitas vezes por outras pessoas.
Espero que seja ou tenha alguém que alivia o fardo de outrem de vez em quando e se eu pudesse enviar uma carta para os adultos, seria:

Parabéns, a partir de agora, pela lei do País você é um adulto. Essa uma fase de evolução contínua e não há saída, você irá crescer e crescer as vezes dói, como os ossos doíam na fase de crescimento, crescer dói. Desejo que seja só as vezes mesmo.
Haverá momentos difíceis sim, mas lembre se, existem muitas coisas boas nessa nova etapa da vida e uma delas é se conhecer melhor, dar ouvidos para si e seus sonhos e não apenas para os fantasmas que ficaram, das experiências anteriores.
Muitas vezes ainda chorará como criança, se apaixonará como adolescente e desejará imensamente não ter que acordar as 5h00 da manhã. Outras vezes irá entender que das 00h00 as 06h00 não necessariamente é feita para dormir e saberá porque se manter acordado.
A partir de agora também começará a entender algumas músicas do Renato Russo, Raul Seixas e Cazuza, mas principalmente saberá que não entenderá todas as coisas, não saberá de todas as coisas e que "de médico e louco, todo mundo tem um pouco".
Inevitavelmente agirá como os adultos que foram responsáveis por você, dirá muitas frases e iguais, inclusive!
Nossos ídolos continuarão os mesmos, melhorando em alguns aspectos.
Está livre para dançar, pular de paraquedas, viajar e conhecer os lugares do seus sonhos, mas para isso o ideal é trabalhar e não será pouco.
Entenda que quando a situação apertar não adianta espernear, quem irá decidir e resolver é você mesma (o).
Se coloque no colo, durma algumas horas e o que parecia insolúvel começa a encontrar caminhos para ficar ou ir, sempre depende da ocasião.
A partir desse momento a sociedade te julgará ainda mais por qualquer bandeira que levantar e se não levantar também. Lembre se de não tentar agradar la por todo tempo, isso te levará a depressão profunda.
Amar livremente é uma luta, estudar e ganhar bem será mais que necessário, será "status" e quando se reunir com algumas pessoas, elas vão querer saber o que você conquistou.
A vida têm continuidade após os 30 anos, não precisa se suicidar, poderá realizar muitos sonhos após essa idade. Particularmente, depois dos 30 é que o sabor da Liberdade muda para melhor.
Se achar que não suporta sozinho, procure um profissional espezializado na sua necessidade, ou uma amiga, amigo, alguém que possa tirar você dessa loucura de ser quem é, te mostrar que da sim para ser quem é e não enlouquecer.
Existirá coisas que saberá como agir apenas quando acontecer, antes disso, no máximo imaginará, porém será em vão porque o outro não têm o seu "scripts".
No final da vida (espero que seja longa) tudo o que faz falta não será o que conquistou materialmente (e olha que isso é faz diferença para boa qualidade de vida), que o importante não é essêncial. Dê valor ao que é essêncial. Saúde é essêncial, risada é essêncial, crença é essêncial (disse crença e não religião) e ele, o amor, ele é essêncial, cura dores, transforma ambientes, faz e te faz essêncial.
Que essa jornada te seja tal qual você a torna.

Atenciosamente,

Renata Gomes

quinta-feira, 24 de agosto de 2017






Hoje ela acordou assim.

Fatal!

Veneno é para os fracos. Ela gosta do frescor, do tato, do cheiro e sabor.

O Sangue que jorra e transborda.

Fantasio louca a cada gota, como se fosse os lábios dela a sugar sem dó.

Satisfazendo sua alma vampira e seu corpo ardente.

Para combinar com aqueles lábios que hoje estão proibidos.

Em sua boca está presente, aquele maldito, mais que bendito tom de batom vermelho.


_Keila Almeida_

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

E se ... ?




Quantas vezes a vida nos deparamos com esta questão?

Se fosse diferente?

Se mudasse?

Se dissesse sim ,  se dissesse não?

Arrependimentos.

Angústias.

Alegrias.

Momentos ínesquecíveis.

Saudades.

- Eu acho que já estive aqui!

- Sonhei com esse momento, tenho certeza!

E se o que chamamos não existir fim somente recomeços?

Quantas vezes será preciso para seguir em frente?

E SE ...

E S ...

SER?

_ Keila Almeida _


Filme - THE DISCOVERY - (recomendo)

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Aqui anda minha vã filosofia.

Por vezes a gente carrega dores e angústias e nem mesmo percebe que estão lá.
Aquela voz que fica presa na garganta, a sensação do que faltou dizer...  
É como quando rompe uma relação, ou quando rompe um sentimento que parecia eterno dentro da gente. 
Promessas não cumpridas, distâncias necessárias, palavras mal ditas e silêncios mal interpretados.
Seres complexos, que somos, sempre deixamos faltar um verbo, um ato, um sentimento.
Mas quando mesmo a gente se percebe?
Nosso hábito está em enxergar o outro, principalmente naquilo que achamos que lhe falta.
Ah, nós e nossas verdades absolutas, nossas expectativas...
No dia em que aprendermos a olhar o outro como olhamos para nós mesmos, a entender suas falhas, suas desistências, mesmo quando são de nós, suas realidades, seus limites; não nos tornaremos melhores (não se iluda!), seremos apenas capazes de enxergar além de nossos umbigos.
Não busquemos, no entanto, milagres da evolução pessoal. Somos, lindamente, limitados.
Basta que saibamos viver nossas vidas por e para nós e não por e para mostrar o que quer que seja a quem quer que seja.
Ando seguindo minha própria filosofia e olha, tô gostando de ver o resultado!


Beijos azuis!


Por Mariah Alcântara
Publicado originalmente no Blog Flor do dia: Coletivo do Bonde
Para ler mais e ver por onde há traços meus, clica AQUI!!

sábado, 8 de julho de 2017


Quando me veres, a cruzar teu caminho numa esquina escura.
Quando me veres no jornal antes de sua novela ou no horário de seu almoço.
Verás ou pensarás no incômodo que causo.
No lanche que te pedi quando passavas cansado de trabalhar por oito horas.
Ou na esmola que insisti enquanto olhava você virar aquela cerveja que você trabalhou a semana inteira para pagar.
Algumas vezes eu passei gritando louco da vida, ou melhor chapado ou como você quiser chamar.
Talvez eu tenha te assustado, ou dependendo do seu humor ou com quantos você estava foi engraçado ou talvez você tenha me ignorado, pois não vale a pena perder tempo com um 'zumbi'.
Talvez você fez uma postagem em suas redes sociais sobre como é triste me ver assim, ou falou como se fosse eu a dizer te como me sinto sem nunca se quer parar para me ouvir por meio minuto.
...



                                     ...

Estes são sentimentos comuns e atitude comuns que temos no nosso dia dia.
Eu estive conversando sobre isto estes dias e notei que no meio da conversa eu disse nossa essas pessoas devem ter uma incrível força mental.
Foi quando me dei conta do que acontece no mundo hoje, nós não precisamos pensar ou refletir sobre nada. Tudo vem pronto, incluindo como pensamos ou vemos as coisas.
Pelo menos para eu que escrevo.
Sempre repeti as palavras, coitado, sempre me senti incomodada, muitas vezes ri ou senti medo ao ver estas pessoas.
Outras tantas vezes comparei minha vida com a delas e pensei poderia ser pior, eu estou bem, vai passar.
E houve aquelas vezes em que pensei poderia ser alguém que eu conheci, conheço amo, família amigos, mas também houve aquelas que eu pensei porra eu to cheia de dividas, passo por discriminação e não desisti não me entreguei ,ou eu trabalhei pra caramba e não consigo paz para aproveitar meus amigos minha bebida e minha refeição.
Sim sou humana e sou falha, mas hoje e espero que de hoje em diante ou a partir do momento que eu disse "- Essas pessoas devem ter uma incrível força mental."
Estas pessoas são Fé, Esperanças , coragem , força.
Elas só tem a vida e lutam por ela.
E outra vez comparando, muitos de nós nos sentimos fracassados por não consegui algo material, o amor , admiração, ou aprovação de alguém. Estamos endividados, reprovamos na faculdade, não conseguimos uma promoção, estamos desempregados, com fome e sem dinheiro para o lanche, com frio e esquecemos o agasalho.
Agora olha de novo essa foto, tudo que está pessoa tem está nela.
O acolhimento dos amigos, família, amores que temos quando estamos mal ou bem esta pessoa tem neste cobertor sesse cachimbo de craque e um canto qualquer da cidade.
Isto o faz incrivelmente forte e poderoso.
Isto os fazem um ato de fé!

_Keila Almeida_













terça-feira, 27 de junho de 2017

Toque-se. Isso te faz mais dona de si

Lembro-me muito bem dos livrinhos de banca de jornal que eu lia no começo da adolescência: neles, a mocinha permanecia virgem, intocada até conhecer o seu grande amor. E em algum momento, depois de muitas reviravoltas na história, quando eles finalmente viviam seu “momento de amor”, a mocinha em algum momento implorava: “Oh, por favor, possua-me...”
E aquele era o momento em que o homem, poderoso e másculo, a penetrava, e isso era considerado o auge, o centro de toda aquela cena.
Depois que a gente cresce e olha para isso de novo, percebe o grande absurdo no modo como nossa cultura nos moldou: fomos levados a acreditar que uma mulher só se transforma em mulher depois que é “possuída” por um homem.
Mesmo em cerimônia de casamento se diz: Eu vos declaro marido e mulher. Não marido e esposa. Porque um homem já é homem desde que fique adulto. A mulher, quase mesmo sem que a gente perceba, é sempre vista como transitiva: é mulher “de alguém”. Espera-se de um homem que ele saiba dar prazer a uma mulher, como se ela não tivesse controle, sensibilidade e firmeza para proporcionar prazer a si mesma.
Mas... surpresa! A gente sabe sim. E já que não é possível controlar completamente nossa libido, o próximo passo é demonizar: que vulgar mulheres falando sobre sentir prazer, né?
Bando de fúteis, egoístas, vagabundas que não precisam de um homem para ter prazer. Sabe o que inventaram? Que pessoas que tocam o próprio corpo podem ficar viciadas, e ter dificuldade para ter uma relação prazerosa com o outro...

Impressionante até que ponto vai nosso medo de autonomia... É linda uma mulher que se conhece. Ela sabe que pode compartilhar de seu prazer com outra pessoa, mas que pertence a si mesma, e sua capacidade de gozar não é dádiva a ser implorada para algum outro, mas magia poderosa que ela mesma possui. 

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Precisamos fazer declarações!


Eu ando ressabiada, sem tempo, cansada. Para quem me conhece, nenhuma novidade.
Eu ainda acredito em promessas, acredito em tudo o que me dizem!
Sim, eu acredito!
Nada do que me dizem será mais verdade que cada atitude observada.
Eu caminho rápido por que o tempo urge e eu sou o meu tempo de existir.
Eu falo muito quando há espaço e eu falo pouco quando não há confiança.
Eu mando mensagens (várias), eu ligo, eu deixo coments no facebook, eu mando e-mails.
Eu declaro!
Declarar-se é tão necessário quando respirar, Impossível seguir com qualquer relação que não tenha 0 falar, não tenha o declarar.
E eu digo.
Digo do meu amor, digo do meu respeito, digo do meu afeto, digo da minha saudade, digo da minha magoa, digo do meu erro, eu digo quando quero perdão. Eu digo quando dói, eu digo da falta que sinto, eu digo e repito as palavras que tocam.
Eu continuo a declarar!
Eu declaro amor, para mim, para a minha mãe, aos filhos, para as amigas, ao amor, ao passado, ao presente e ao futuro. Eu declaro simplesmente, amor!
Declaro uma certa saudade, umas lembranças boas, e um afeto imenso.
Eu vivo.
E vivo sob fortes paixões!!!

Por Maria Alcântara

Os meus traços pelo mundo você encontra AQUI.



Hoje acordei e me vi no espelho.
Olhei o rosto que me segue por 38 anos, apesar dele ter modificado muitas vezes.
Ora eu me vi menina ora me vi assim do jeito que sou.
Passei muitos anos sem me ver no espelho com medo do que poderia observar.
Era menina, não era.
O rosto confunde. Ora menina, ora não é. O que é?
Precisa definição?
Precisa alguém dizer se é homem ou mulher?
Precisa ter “trejeitos” femininos, masculinos.
Não quero. Quem eu sou?
Eu? Sou?
Procuro-me em cada sílaba, frase, cor. Por quê?
Eu sinto. Eu sei.
Não quero me desculpar por ser feminina e tão pouco por não sê-lo.
Não estou aqui para provar nada. Estou aqui para viver, sentir, me dar e receber.
Peço licença, pois eu existo e vou passar com minha indefinição, pois eu não preciso dela.
Eu sou. 
Não fujo mais do espelho. 


Só mais um no mundo, sem distinção de gênero. 24/06/17

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Imersão

É tempo de silêncio
...

De reflexão

...

Meditação

...

Conversas internas.

É tempo de busca

...

Autoconhecimento

...

Vencer as próprias guerras.


Escolha o local favorito de sua mente, sente lá e lute por você.


_Keila Almeida_

quarta-feira, 14 de junho de 2017

“O seu olhar, seu olhar melhora... Melhora o meu”

 “O seu olhar, seu olhar melhora... Melhora o meu”
(Inspiração: Seu olhar de Arnaldo Antunes - https://youtu.be/cVU4pGFkByA)

Gosto de dançar
Você me ensinou a gostar
Hoje ensaio meus primeiros passos
O seu ritmo que inspirou o meu movimento

Gosto de violão
Você me ensinou a gostar
Hoje toco e escuto minhas primeiras notas
As suas notas que inspiraram a minha melodia

Gosto de sentir o mundo
Você me mostrou um outro jeito de olhá-lo
Eu sinto tudo e eu sinto muito
O seu olhar é seu e melhorou o meu

Cris Couto, 13/06/2017

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Mulher da vida


Sou dessas,
Sou essa que passa e causa ódio.
Me vês e pensas "quem penso que sou?"
Como ouso andar livre a luz do dia?
Como ouso sair sem temer a noite?
E como posso fazer poesia dessa piada que é a minha vida?
- COMO OUSA, MULHER DA VIDA?
Uns gritam, outros debocham, muitos apedrejam, olhares de raiva.
Há aqueles que aventuram-se a me pagar uma bebida, aceitam meu convite para um almoço, jantar ou café.
Esperam retornos que desconheço.
Agradeço a cia e então me despeço.
E de novo.
Dessa vez em silêncio e a negar minha existência.
A fitar outro ponto como fazem os desconhecidos.

- COMO OUSA MULHER DA VIDA?

Minha fiel companheira, amiga e confidente.
Ela me ensina a me erguer sempre.
Se o mundo estiver contra mim, ela será a ultima a me deixar. Mas ela sabe que coexistimos e ela vai lutar até quando eu desistir.
Quando chamam me  - Mulher da vida!
Estão a falar desta minha amiga, que se orgulha de estar comigo e eu  me orgulho e honro a amizade dela.
Não importa quem eu seja, como eu me vista ou com quem esteja, se eu lá estiver ela também estará.

_Keila Almeida_











quinta-feira, 1 de junho de 2017

Aquele botão

Nunca tímida, era apenas muito discreta nas vestimentas. Saia na altura do joelho, blusinhas com mangas, regatas, talvez na praia, maiô, calças largas para não definir as cilhuetas. Tentando manter o padrão de boa moça que a sociedade em que eu convivia me impunha.
Presa na idéias de outrem, seguia, feliz dentro do que dava pra ser, com a alegria de uma menina inocente.
Até aquele dia que não me sai da memória, em que eu soube da sua existência, logo depois veio o dia em que nos conhecemos e aquele longo Oi na cozinha da casa da minha mãe. Não, não foi você a quebrar a minha inocência rs, mas daquele dia em diante nossas vidas mudariam pra sempre.
Então chegara o dia em que fomos a nossa primeira balada juntos. Em frente ao espelho, me sentia arrumada, nenhuma maquiagem no rosto, roupa preta, para não aparecer muit. Ouvi da porta do meu quarto: Hummm, está bonita! Está ótima! Se aproximou e puxando minha blusa um pouco para baixo, continuou: Poderia ter uum pouco decote aqui. Você não vai sair assim, né!? Está linda, mas pode ficar mais. Poderosa!
Rindo envergonhada, resisti. Não poderia. E fui questionada, mas você mesmo respondeu.
- Não pode por quê? Ahhhhh, vão te julgar?
Foda-se! O importante é como você se sente!
Na verdade na ocasião me sentiria péssima rs, e ele continuou...Você acha que esse Deus que você acredita vai deixar de amar você por conta de um decote? Ele quer que você seja feliz, linda, arrase! Isso sim que ele quer! E rimos enquanto eu trocava de roupa em três segundos, não havia mais tempo a perder.
Como diz minha mãe, brigas inteiras, conversas inteiras poderiam ser resumidas. com um simples: FODA-SE! É rápido, resume e economiza tempo.
Naquele dia apertamos juntos o meu botão. Eu precisava de ajuda para ter coragem de ser quem sou. Tivemos força juntos.
Veio minha primeira paixão e quando virou decepção (quase simultaneamente), você apertou o meu botão sozinho e me arrastou para a vida de novo. FODA-SE, se não te deu valor, não te merece! Simplesmente fui, quase desacordada tamanha era minha tristeza.
Não tínhamos nada de dinheiro, eu precisaria acordar as 5h00 no dia seguinte. FODA-SE lá tinha música e nós tinhamos VIPs para a entrada.
Ninguém queria ir, FODA-SE, tínhamos um ao outro e íamos. E fomos, e dançamos, e rimo, dos outros, de nós.
Estava nublado, FODA-SE, a gente vai lá brilhar. E demos as mãos, e dançamos na Av. Paulista, e passamos embaixo da bandeira pra dar sorte. Se não desse, FODA-SE, tínhamos a sorte de estar ali, juntos e nunca nos perder. Se olhar para o lado e eu não estiver não se desespere, eu volto pra te buscar! Combinado? Combinado! E sempre voltamos juntos pra casa.
Veio a sua primeira decepção amorosa, peguei em sua mão, FODA-SE, não te valorizou, não te merece!
Vou sair de casa! Vá sim! FODA-SE todo mundo, vai dar certo! E deu.
Me apaixonei de novo, ele é mais velho, mas quero viver essa história!
Vá sim amigo, FODA-SE a idade, foda-se a sociedade! Vá ser feliz! E vc foi.
Me formei, você me abraçou com os olhos cheios de orgulho e disse: Você é FODA! Te admiro muito! Amo vc!
Eu te amo olhando nos olhos valem mais que mil palavras.
Agora você se foi pra sempre e "tá" foda sem você. Está foda saber que é pra sempre. Eu não sei te dizer Adeus. Não receber uma mensagem sua, saber que não vai chegar na minha festa de aniversário.
Alhumas pessoas podem não entender a minha dor, mas, FODA-SE! Nós sabemos a nossa história, nossa cumplicidade e amor. Sabemos quantos FODA-SE tivemos que dizer para a sociedade juntos. As vezes em silêncio,as vezes verbalizando, mas sabemos quantos foram.
Para ser irmão não precisa de DNA, então FODA-SE a genética nesse momento. Não é a ciência que explica essa ligação, esse amor e vazio que ficou.
A ciência já encontrou resposta pra tanta coisa, cura para tantas coisas, mas nada para curar essa dor, essa saudade!

Por: Renata Gomes


segunda-feira, 29 de maio de 2017

Um livro



     Quando tive contato com um livro, eu estava na quarta ou quinta série. Calma lá que não me refiro a um livro em geral e sim a um livro onde eu o li do começo ao fim. Ele foi indicado pela professora na época, para incentivar aos alunos lerem dos mais variados títulos.
    Eu me recordo do livro que li e se chamava O Mandarim de Eça de Queirós. Me surpreendi, primeiramente em como era possível um livro conter uma história tão fora da realidade, pois afinal eu não sabia que se podia inventar, criar tais histórias e também me lembro que fiquei triste com o desfecho dela.
     Não era comum o incentivo a leitura na minha família. Acreditava se que era mais importante trabalhar e ganhar dinheiro a ter de estudar. O estudo era uma questão básica, importante apenas para se conseguir trabalho um pouco melhor e só. Foram poucos, na minha família, que se formaram em cursos superiores, sendo que apenas nas gerações mais novas.
     Fiquei fascinada e li o livro em pouco tempo. Já não lembro toda a história, mas eu me lembro da sensação que senti por ela, por estar lendo e também ao contar sobre ele para a professora. Queria lembrar da professora também.
     Mesmo depois dessa tentativa de incentivo eu ainda continuei sem muito contato com a leitura por um longo tempo, vindo retomar o gosto aos 16 anos. Foram muitos e dos mais variados títulos, alguns já nem me recordo se li, outros tenho vagas memórias, mas as sensações são elas que ficam na memória, as sensações de como é ler um livro, de como está o meu estado de espírito e também como eu me sinto depois, isso sim eu acho uma das coisas mais importantes que eu vou levar para o resto da vida depois que abriram essa porta para mim. Tocar nas páginas, porque hoje em dia podemos ler digitalmente, mas sentir o toque do papel, o cheiro, o peso esse é um prazer que dificilmente eu vou esquecer.
    Gostaria de agradecer a professora que me incentivou dessa maneira, mesmo que eu tenha uma infinidade de livros para ler e eu sempre vou ter esse prazer como companhia.
    
    Queria lembrar da professora. 



Regis Pinheiro, 27/05/2017
Acima de todos os gêneros, de sentimentos fluídos, apaixonada, de par com a  das mulheres mais incríveis do mundo e acreditando que vale a pena ser o que é.

domingo, 21 de maio de 2017

Estou me aquecendo de novo



Estou me aquecendo de novo. Minha alegria está voltando de dentro para fora
Tão sonhada e tão desejada é essa alegria. Acredito que, de fato, ela vem de dentro para fora. Mas você poderá dizer que não, que ela pode transbordar, por exemplo, ao ver um sorriso de uma pessoa que você gosta muito. E o que seria esse sorriso para você se sua alma já não estiver preparada para recebê-lo?! Então sim, essa alegria sai de dentro para fora.
E quando sua alma não consegue sentir essa alegria? Se para todo lugar que você olha essa tão sonhada, tão desejada alegria não transborda? O que podemos fazer?
Não dá para emanar simplesmente o amor, assim como não dá para emanar a alegria sem ter uma razão para senti-la.
Fica vazio. Vazio.
Endurecido
Enfurecido
É raivoso
TRISTEZA
Não obstante vem à tristeza te desperta para a vida. Mesmo triste é possível ver beleza? Ver um sorriso? Ver o amor?
 É preciso galgar devagarinho para não perder o que de melhor se emana na alma. É passo, no compasso, no metrônomo, tum tum tum, no pulsar, no dedilhar, no tilintar. Com calma.
Devagar
Calma
A alma se refaz e então a alegria volta de dentro para fora.

Regis Pinheiro, 20/04/2017
Acima de todos os gêneros, de sentimentos fluídos, apaixonada, de par com a mulher mais incrível do mundo e acreditando que vale a pena ser o que é.