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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Projeção












O vento batia suavemente em seus cabelos. Eu podia senti-lo, também.
O sol queimava de leve sua pele, com o vento gelado supus que ela não podia sentir, mas reparei que ficava com a pele avermelhada.
Era verão, porém ventava, deixando o clima agradável para uma bebida quente ou talvez gelada.
Vantagens que só se tem quem mora ou passei nesta parte do país.
Voltando a ela, um vestido de tecido fino lhe caia modelando o corpo com ajuda do vento que discretamente fazia-o grudar as vezes. – Que inveja, deste tecido que lhe tateavam em cada curva perfeita de seu dorso!
Eu tomava um café pois o dia estava exaustivo, ela me parecia que tomava um chá como uma turista qualquer!
Sorria discretamente enquanto lia algo em seu celular.
Uma gota lhe escorreu, mas ela não deixou a atrevida continuar a descer, eu pelo contrário continuei a baixar o olhar e seguir seus contornos, quase parei de respirar.
Levantei me da cadeira, queria ir até ela!
Mas apenas fechei a página que eternizava aquela bela foto, parei de sonhar o mundo real estava a me chamar.
O relógio marcava 17 horas, meu expediente chegava ao fim.
_Keila Almeida_

Um comentário:

  1. Detalhes sensuais. Gostei da perspectiva! Belo texto, flor.

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